
Após a notícia da confirmação de um novo referendo, “visitei” alguns ciber-fóruns, pois tinha curiosidade em saber a opinião das pessoas, acerca deste tema.
O termo: 'Interrupção Voluntária da Gravidez' é um termo que não é por si verídico e que leva ao engano, pois sabemos que quando algo é interrompido, pode ser retomado… o que não acontece no caso do Aborto, em que se dá um fim absoluto a uma vida, sem possibilidade de retomo.
Muitas pessoas pensam que um novo referendo se irá realizar, porque o nosso governo não quer assumir a responsabilidade e aprovar a lei da despenalização do aborto. Assim culpa-se a política: a esquerda apoia, a direita é contra e o centro apoia sem a necessidade de referendo.
Algumas pessoas falam acerca da alma: será que ela apenas nasce na pessoa quando esta sai do ventre da sua mãe, ou nasce com a sua concepção.
O egoísmo, a cobardia e o pecado são substantivos ligados ao aborto, numa esfera mais moral e espiritual.
Outros culpam a sociedade por o aborto não ser ainda uma prática usada livremente, condenam-na por uma suposta autoridade sobre o corpo da mulher.
Uns falam que o termo, interrupção voluntária da gravidez, é um termo pomposo que se encontrou para designar a liberalização de uma matança; dar a legalização a uma imoralidade.
Neste assunto, fala-se, para além de vida, dos direitos e liberdades das mulheres; que elas deverão decidir o que fazer no seu próprio corpo. Fala-se em pobreza e em falta de condições para sustentar mais crianças.
Apoia-se a liberalização do aborto, mas reprova-se a educação sexual nas escolas, não se adoptam meios anti-contraceptivos. O importante é o prazer do momento, e se a mulher engravidar, ela é que tem de decidir, sozinha.
Mas o que me chamou mais a atenção foi que, a maior parte dos comentários, eram escritos por homens, as mulheres continuam, muitas delas, em silêncio.
E se fossem os homens a engravidar?
Será que eles apoiariam de igual forma a despenalização do aborto?
